Sarcopenia: o que é e como evitar este problema

Atualizado: 25 de Mai de 2018

Você já ouviu falar? É o processo natural e progressivo de perda de massa muscular (músculos), característico do envelhecimento.

A Sarcopenia é caracterizada pela redução progressiva e generalizada (isto é, em todas as partes do corpo) da força e da massa muscular. Os resultados são muito adversos, afetando negativamente a qualidade de vida. Há pessoas que perdem grande parte de sua capacidade física em razão da sarcopenia.


Idosos com perda de massa muscular, que estejam emagrecendo demais e sem força até para subir uma escada, pode ser que estejam sofrendo de sarcopenia. O termo diz respeito à perda de massa muscular que implica na diminuição da função dos músculos. A doença é um típica de casos de senilidade, ou seja, de envelhecimento precoce.


No entanto, poucas pessoas conhecem este problema.

É uma das causas mais importantes de declínio funcional e perda de independência em adultos mais velhos.

O diagnóstico é dado a partir da presença de redução ou perda em 2 dos 3 critérios abaixo:

  • Massa muscular: quantidade de tecido muscular no corpo. Um adulto saudável deve possuir em torno de 60% de massa muscular em seu corpo.

  • Força muscular: tensão que o músculo é capaz de gerar em um determinado movimento. Por exemplo, aperto de mão.

  • Função muscular: capacidade de produzir movimento. Por exemplo, segurança e velocidade em levantar da cadeira e sair andando.


De acordo com o nutrólogo Máximo Asinelli, diversos fatores podem estar ligados a essa doença "Podemos citar os déficits hormonais do envelhecimento, o déficit proteico alimentar, a baixa atividade física além da co-morbidade desencadeada por doenças como o diabetes, o hipotireoidismo, erros do metabolismo, doenças de má absorção, doenças imunológicas, etc."


O médico esclarece que a sarcopenia afeta diretamente o cotidiano do idoso, implicando em menor capacidade para a realização de muitas tarefas simples. "Bem como uma menor capacidade de equilíbrio em terrenos acidentados, causando uma tendência a quedas, o que explicaria a grande quantidade de fratura em idosos. Vale ressaltar que a sarcopenia e a osteoporose são alterações que costumam ocorrer conjuntamente", afirma o especialista.


Vale destacar que o diagnóstico da Sarcopenia não está atrelado à perda de peso corporal total. Algumas vezes, a massa magra acaba sendo substituída por outros tecidos, como o tecido adiposo (gordura), e não se reflete no peso total do corpo.

Veja como a composição corporal muda com o envelhecimento

As causas são multifatoriais. Considera-se declínio neurológico, obesidade, alterações hormonais, ativação da via inflamatória (causada por reumatismo, por exemplo), diminuição da atividade física, doenças crônicas como o diabete, infiltração gordurosa e má nutrição. Todos estes fatores são mostrados como contribuintes. Estudos recentes têm apontado que mulheres portadoras de Artrite Reumatóide estão mais propensas a sofrer com Sarcopenia.


As intervenções em geral para prevenir ou reverter quadros de Sarcopenia ainda estão restritos à alimentação e ao exercício físico.

Estratégias para melhorar a qualidade da fibra muscular têm-se mostrado eficiente. A qualidade da fibra muscular é medida através de:

  • tamanho e forma do músculo,

  • sua capacidade aeróbica (quantidade máxima de oxigênio utilizado pelo músculo durante sua ativação),

  • tecido adiposo (gordura) intramuscular e fibrose (quantidade de tecido conjuntivo no músculo).

  • ativação neuromuscular (velocidade de reação).

Para manter esta qualidade, os adultos mais velhos devem cumprir um programa de atividade física que inclui força muscular (musculação, pilates, etc) e ficar atentos à ingestão de proteínas e aminoácidos.


Como garantir uma boa alimentação

Uma alimentação correta ou uma correção alimentar à base de suplementos proteicos vitaminados, associada à atividade física com exercícios de resistência pode prevenir ou mesmo reverter quadros de sarcopenia fisiológica.

O ideal é sempre procurar um profissional, o nutricionista irá avaliar e corrigir o que for necessário para cada paciente. Em casos mais graves ou específicos, pode-se fazer uso de suplementos alimentares específicos. Atualmente, há grande variedade de marcar no mercado. Mas, idosos com deficiência renal devem procurar um médico, pois a maior ingestão de proteína e aminoácidos pode comprometer ainda mais a funcionalidade dos rins.


"Quanto maiores a quantidade e a força dos músculos, melhores são os indicadores de saúde, como qualidade de vida, funcionalidade e cognição"

Fonte: idosos.com.br e revistraencontro


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