Musicoterapia para idosos: saiba como a música contribui para um envelhecer mais saudável

A técnica de tratamento combina música com várias atividades que estimulam aspectos cognitivos e corporais e tem sido grande aliada na prevenção e tratamento de várias doenças da terceira idade.

A Musicoterapia é uma técnica capaz de prevenir e tratar várias doenças da terceira idade. Foto: webconsultas

A musicoterapia é um tipo de terapia que utiliza a música associada a várias atividades que estimulam a fala, a concentração, a criatividade e a interação social do idoso. Através de brincadeiras os idosos realizam movimentos físicos, cantam, improvisam e compartilham sobre as experiências que enfrentam no dia a dia.


Estudos comprovam que a musicoterapia é capaz de prevenir e tratar várias doenças da terceira idade, como depressão, estresse, hipertensão arterial, problemas cardíacos e os associados à perda de equilíbrio e movimentos.

Durante os encontros, os idosos têm a sua autoestima e humor melhorados, além do resgate de lembranças e emoções proporcionado pelas canções escolhidas para a terapia.


As sessões de musicoterapia são realizadas em grupo ou individualmente e na frequência de uma vez por semana. A técnica consiste em um trabalho multidisciplinar que envolve gerontólogos, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas entre outros profissionais dedicados a promover a qualidade de vida do idoso.



Os benefícios da musicoterapia para um envelhecer mais saudável:


· Interação social: A musicoterapia quando realizada em grupo faz com que os idosos interajam uns com os outros através de brincadeiras, cantorias e compartilhamentos de experiências. Isso faz com que a pessoa idosa se sinta menos sozinha e mais feliz, reduzindo os níveis de ansiedade e depressão no indivíduo;


· Aumento da resistência física: Os ritmos musicais estimulam movimentos e auxiliam no equilíbrio. Os passos marcados tonificam a musculatura e o restabelecimento da marcha do idoso;


· Estimulação das capacidades cognitivas: As sessões de musicoterapia estimulam a capacidade de comunicação dos idosos, juntamente com as habilidades de percepção, atenção, concentração, raciocínio, memória e criatividade que cada um possui.



A Musicoterapia usada na reabilitação de idosos portadores de demências:


Idosos portadores de demências causadas por AVC, Alzheimer e Parkinson também podem se beneficiar da técnica de musicoterapia como tratamento.


Isso porque a terapia estimula o cérebro ao resgatar lembranças profundas através da música. Estudos comprovam que as letras e os ritmos das músicas dificilmente são esquecidos por idosos com Alzheimer e o uso de canções conhecidas no tratamento contribui para que esses idosos respondam melhor a estímulos externos.

Além das questões mentais e emocionais, nas sessões de musicoterapia também são estimuladas questões físicas, o que provoca sensação de bem-estar e maior facilidade de locomoção.


Devemos lembrar que a musicoterapia não previne o Alzheimer. Ela atua como coadjuvante no tratamento da doença, retardando os efeitos colaterais do Alzheimer no idoso ao estimular a cognição da pessoa por mais tempo.



O poder da música no tratamento de idosos com insuficiência renal crônica:


Idosos com insuficiência renal crônica precisam conviver com o drama de se submeterem às sessões de hemodiálise, considerada tratamento de longo prazo.


A hemodiálise é um processo de filtragem do sangue através de uma máquina, que funciona como um rim artificial. Idosos com insuficiência renal crônica precisam se submeter a esse processo cerca de três vezes por semana.


Para realizar esse procedimento, os idosos são obrigados a modificarem suas atividades do dia a dia e ficam mais suscetíveis a agentes estressores, tanto físicos quanto psicológicos. O estresse e o cansaço são capazes de provocar altos níveis de ansiedade e depressão na pessoa idosa.


Ouvir música durante as sessões de hemodiálise reduz os níveis de ansiedade da pessoa idosa e é importante para a melhoria do tratamento do paciente.



Quais músicas podem ser usadas na musicoterapia para idosos?


A musicoterapia deve ser conduzida por um profissional especializado na técnica, no caso, um musicoterapeuta. Ele é o responsável por escolher o repertório musical que acompanha as atividades.


As músicas da terapia não devem ser muito lentas pois precisam estimular o movimento físico, mas também não devem ter ritmo muito acelerado, para que os idosos consigam acompanhar as atividades propostas.


Nas terapias individuais o musicoterapeuta pode trabalhar com músicas que o idoso goste, que faça parte do seu passado e estimule boas lembranças.

Músicas com mensagens negativas devem ser evitadas.



Musicoterapia: técnica que contribui para um envelhecimento ativo


O aumento da expectativa de vida das pessoas fez com que a Organização Mundial da Saúde (OMS) tivesse como uma de suas metas proporcionar à população idosa do mundo um envelhecimento mais digno e com mais oportunidades, fazendo com que essa etapa da vida seja para os idosos uma experiência positiva.


Nesse processo, composto por políticas públicas e sociais, são oferecidas aos idosos várias medidas preventivas para melhorar a saúde, inclusão social e segurança, com a finalidade promover melhor qualidade de vida às pessoas na terceira idade.


A musicoterapia tem sido grande aliada para a conquista dessa meta, imposta pela OMS. Através da utilização da música, ritmo e instrumentos o idoso recebe novos estímulos e interage com outras pessoas ao seu redor, realizando a integração social tão necessária para seu bem-estar físico e mental.


Além de estimular a capacidade cognitiva do idoso, a musicoterapia usada na prevenção ou reabilitação de doenças da terceira idade também possui forte contribuição para um envelhecer ativo, pois explora a expressão corporal e resgata valores e memórias de vida do idoso, fortalecendo sua identidade, aumentando o sentimento de pertencimento e consequentemente, sua autoestima.


A musicoterapia contribui assim, para a dignidade da pessoa idosa, fazendo com que os princípios de independência, participação, autorrealização, assistência e demais direitos fundamentais segundo o Estatuto do Idoso sejam respeitados.

E você, já fez ou conhece alguém que já tenha feito ou faça musicoterapia? Quais os benefícios físicos ou emocionais você obteve ou observou na pessoa? Conta pra gente!

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