Modelos idosos, a beleza na melhor idade!

Atualizado: 18 de Mai de 2018

O tempo pode ser o maior aliado deles, com mais de 60 anos eles mostram que existe beleza nas marcas do tempo e cabelos brancos.




Com 62 anos e uma beleza radiante, a modelo francesa Yazemeenah Rossi acaba de assinar um contrato publicitário para ser a nova garota-propaganda de uma marca de moda praia.


Com um estilo natural, a maioria das fotos que ela publica nas redes sociais não têm retoques, seus longos cabelos brancos são sua marca registrada. A modelo da terceira idade soma 30 anos de carreira, mas, talvez, só agora esteja, de fato, fazendo o sucesso que merece e sempre desejou.


Ela diz que o grande segredo do sucesso é encontrar conforto na própria imagem. Ao receber elogios sobre a coragem de expor o corpo na frente das câmeras, dispara: “isso não é coragem, é o que sou”.

Aqui no Brasil esta moda também chegou, neste ano, dois grisalhos (de tirar o fôlego) roubaram a cena no SPFW na semana de moda aqui em São Paulo.

Marcos Luko, de 47 anos, e Jorge Gelati, de 52 anos, desfilaram para uma famosa marca de vestuário, os dois começaram a carreira de modelo ainda jovens e permanecem até hoje com muitos trabalhos principalmente na Europa.


Aumento de demanda por modelos mais velhos

Ao contrário das cobranças enfrentadas por modelos jovens, que precisam se encaixar nos padrões de beleza da indústria da moda, os modelos da terceira idade têm mais liberdade para explorar as formas naturais do corpo e até as marcas da idade impressa no rosto, o mercado é menos exigente, porém devem ter cuidados com o corpo e com a alimentação.


Há espaço para todos nesse universo de profissionais com mais de 50 anos. As propostas também costumam ser variadas, indo desde contratos publicitários para moda, desfile, como propagandas destinadas ao público mais maduro.

Segundo a pesquisa, ainda falta muito

Apesar de ser o grupo etário que mais cresce em todo o mundo e particularmente no Brasil, onde já são 48 milhões, devendo chegar a 70 milhões em 2030, o público sênior ainda aparece pouco nos comerciais da TV aberta brasileira. É o que revela um levantamento realizado pela Mind Pesquisas, durante o mês de setembro do ano passado (2017).


Segundo Alexandre Correa Lima, professor da FGV e fundador do portal Revolução Prateada, que estuda o fenômeno da Economia da Longevidade, essa distorção estatística nem é o fato mais relevante apontado pela pesquisa:


“Percebemos que não apenas o público sênior é sub representado nos comerciais de TV, mas sobretudo que ainda está preso a categorias estereotipadas. Não é a toa que a categoria em que mais contabilizamos personagens sêniores foi o de cuidados com a Saúde, como serviços hospitalares e produtos um tanto caricatos, como remédios para disfunção erétil e fixadores de próteses dentárias. Não que haja problema em anunciar esse tipo de produto, o problema está em ignorar que o público sênior também é consumidor de sabonete, shampoo, bebidas, viagens, carros, restaurantes ou celulares, por exemplo”.

Vamos esperar que a publicidade entenda que o mercado sênior está crescendo, tem potencial e quer ser representado por eles mesmos, como quem se assiste, como se estivessem se vendo no espelho.


Para quem tem interesse na área de modelo, busque agências conhecidas, façam pesquisas com amigos e nas redes sociais para não cair em ciladas!


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