DOENÇA DE ALZHEIMER Sintomas, Causas e Tratamento

O mal de Alzheimer, também conhecido como doença de Alzheimer, é uma doença degenerativa e progressiva que provoca atrofia do cérebro, levando à demência em pacientes idosos.

A doença de Alzheimer foi descrita em 1906 pelo psiquiatra e neuropatologista alemão Alois Alzheimer ao fazer uma autópsia, descobriu no cérebro do morto, lesões que ninguém nunca tinha visto antes.


Sabemos que o mal de Alzheimer ataca preferencialmente os pacientes idosos, acima dos 65 anos, porém, suas causas ainda não foram esclarecidas. Atualmente, admite-se que haja uma associação entre propensão genética e exposição a fatores ambientais ainda não reconhecidos.


No Brasil, o número de pessoas com essa doença ultrapassa 1,2 milhão, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer.

Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre a doença de Alzheimer:

  • O que a doença de Alzheimer

  • Fatores de risco

  • Sintomas

  • Prognóstico

  • Diagnóstico

  • Alterações de humor ou personalidade

  • Agressividade e agitação

  • Tratamentos disponíveis

  • Atividades Físicas

  • Alimentação


O que é a doença de Alzheimer?

O mal de Alzheimer é uma doença de lenta e progressiva evolução, que destrói as funções mentais importantes, levando o paciente à demência, um termo usado para indicar que o indivíduo perdeu suas capacidades de raciocínio, julgamento e memória, tornado-o dependente de apoio nas suas atividades diárias. O mal de Alzheimer é a causa mais comum de demência, sendo responsável por mais de 60% dos casos.


Na doença de Alzheimer, os neurônios e suas conexões se degeneram e morrem, causando atrofia cerebral e declínio global na função mental.

Apesar de já termos reconhecido diversos fatores de risco, a exata causa do mal de Alzheimer ainda é um mistério. Acredita-se que o acúmulo nos neurônio de uma proteína chamada beta amilóide e de outra chamada tau seja o fator responsável pelo desencadeamento da doença. O porquê desta substâncias se acumularem em umas pessoas e não em outras ainda precisa ser esclarecido.


Como não há cura para a doença de Alzheimer, o diagnóstico precoce é importante para se tentar preservar ao máximo as capacidades intelectuais e prolongar a qualidade de vida do paciente e de seus cuidadores.

Fatores de risco para o mal de Alzheimer

O maior fator de risco para o mal de Alzheimer é a idade avançada. Após os 65 anos, a chance de se desenvolver Alzheimer dobra a cada cinco anos, fazendo com que 40% das pessoas acima de 85 anos tenham a doença. Raramente, o mal de Alzheimer surge antes dos 60 anos de idade.


Curiosamente, os pacientes que chegaram aos 90 anos sem sinais da doença apresentam baixo risco de desenvolvê-la posteriormente.


Além da idade, outro fator de risco importante é a história familiar. Pessoas com familiares de primeiro grau com Alzheimer apresentam maior risco de também tê-lo, evidenciando um papel importante da carga genética.


O mal de Alzheimer é 2 vezes mais comum em negros do que em brancos; também é mais comuns em mulheres do que em homens.


Alguns outros fatores também parecem aumentar os riscos de desenvolvimento do Alzheimer, entre eles:

  • Sedentarismo

  • Tabagismo

  • Hipertensão Arterial

  • Colesterol Elevado

  • Diabetes Mellitus

  • Depressão (após os 50 anos de idade)


De forma oposta, alguns fatores relacionados à estimulação do cérebro parecem reduzir o risco do desenvolvimento do Alzheimer, tais como:

  • Grau de escolaridade elevado

  • Trabalhos que são intelectualmente estimulantes

  • Leitura frequente

  • Tocar instrumentos musicais

  • Interação social frequente


Sintomas do Mal de Alzheimer

Como a doença de Alzheimer é a principal causa de demência no mundo, e a demência é a principal caraterística clínica da doença de Alzheimer, vale a pena gastarmos algumas linhas explicando o conceito de demência.


A demência é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas relacionados à deterioração das capacidades intelectuais do paciente. Além da doença de Alzheimer, é também comum a ocorrência de demência em pacientes com múltiplos AVC, doenças de Parkinson, alcoolismo crônico, traumas cranianos, deficiência de vitaminas, hipotireoidismo grave, tumor cerebral e algumas outras doenças neurológicas.


A síndrome demencial apresenta três características básicas:

  • Alterações da memória.

  • Alterações da capacidade intelectual, incluindo dificuldades com raciocínio lógico, linguagem, escrita, organização do pensamento, interpretações dos estímulos visuais, planejar e realizar tarefas complexas, etc.

  • Alterações de comportamento, como perda da inibição, agitação e alucinações, etc.


A demência é uma síndrome de instalação lenta e progressiva, que muitas vezes passa despercebida em estágios iniciais. É comum o paciente idoso com demência em fases precoces ter suas alterações tratadas como “coisas normais da idade”.


É importante salientar que pequenos esquecimentos são comuns e ocorrem com todas as pessoas, principalmente em períodos de maior estresse ou cansaço. Todavia, quando os lapsos de memória começam a ocorrer com frequência e são importantes, como esquecer o próprio endereço, sair de casa e perder-se, esquecer nomes de pessoas familiares, etc., devemos acender um sinal de alerta. Se junto com a perda frequente e progressiva de memória para fatos recentes, o idoso também apresentar alterações do comportamento social, como apatia e tendência a isolar-se, além de períodos de confusão, como guardar sal na geladeira ou as chaves de casa no armário dos alimentos, a demência deve ser uma hipótese a ser considerada.


O esquecimento da demência é diferente do esquecimento comum do dia a dia. Uma pessoa pode esquecer de uma reunião agendada, mas quando alguém a avisa, ela lembra-se de tê-la marcado. O paciente com Alzheimer esquece a reunião e nem sequer lembra-se de tê-la alguma vez marcada, mesmo que a veja escrita com sua letra em uma agenda.

Nas fases iniciais da doença de Alzheimer, o próprio paciente não consegue reconhecer estes déficits neurológicos, arranjando sempre uma desculpa para justificar estas falhas. Como o paciente não se dá conta da doença, muitas vezes os familiares também demoram a valorizar as alterações. Conforme a demência avança, a família começa a notar que os sinais e sintomas começam a ficar muito evidentes e já não mais se encaixam no que as pessoas consideram natural para idade.


Os pacientes com doença de Alzheimer em fases mais avançadas podem apresentar apatia, depressão ou agressividade, lê coisas e não consegue interpretá-las, é incapaz de fazer cálculos, não consegue nomear objetos e não reconhece pessoas familiares. Com o tempo, passa a ser incapaz de realizar tarefas básicas, como se vestir e tomar banho. O paciente torna-se desorientado no tempo e no espaço, não sabendo indicar a data atual nem identificar geograficamente onde se encontra.


Perda das inibições é outro sintoma comum do Alzheimer. O paciente pode mostrar sua genitália em público, acusar pessoas de roubarem seus objetos, falar palavrões ou obscenidades indiscriminadamente, ou insultar os outros sem motivo aparente.


Incontinência urinária e/ou fecal também podem surgir em fases avançadas.


Prognóstico do Mal de Alzheimer

A doença de Alzheimer é uma doença que rigorosamente progride. Existem casos de Alzheimer por mais de duas décadas e casos de pacientes com rápida evolução em apenas dois ou três anos.


Muitas vezes é difícil estabelecer retrospectivamente uma data para o início dos sintomas, o que atrapalha na hora de se avaliar o tempo de progressão da doença. Sabe-se, entretanto, que uma vez estabelecido o diagnostico do mal de Alzheimer, a expectativa de vida do paciente costuma ser ao redor de três a oito anos.

O que leva o paciente ao óbito não é a doença em si, mas sim suas complicações, como acidentes e quedas com traumatismos cranianos, dificuldade em engolir, que o ocasiona broncoaspiração e desnutrição, e restrição ao leito, que favorece o surgimento de infecções e escaras. A pneumonia e a infecção urinária costumam ser os principais tipos de infecção do paciente com Alzheimer.


Quanto maior forem os cuidados fornecidos pela família, muitas vezes com auxílio de enfermagem e fisioterapia, maior costuma ser a qualidade e o tempo de sobrevida destes pacientes.


Diagnóstico do Mal de Alzheimer

Para a confirmação do diagnóstico de Alzheimer, é necessário fazer uma avaliação cognitiva, além de exames laboratoriais e de imagem. O profissional procurado deverá fazer perguntas e testes psicológicos para verificar o grau de perda das funções cognitivas, assim como analisar a história e mudanças de comportamento do paciente.


A realização de uma tomografia ou da ressonância magnética do crânio permitem avaliar as estruturas cerebrais. Dentre os exames laboratoriais, a importância da dosagem de vitaminas, função da tireoide e funções hepática e renal, também são importantes serem realizado, pois alterações nesses exames podem levar a quadro semelhante ao do Alzheimer.


Existem testes simples para documentar e acompanhar alterações da capacidade mental dos pacientes. O mais famoso e usado é o mini-mental, que é um questionário de 30 questões agrupadas em 10 seções, na qual as seguintes características são avaliadas:

  • Orientação espaço-temporal (capacidade de reconhecer onde está e em que data estamos).

  • Capacidade de atenção, concentração e memória.

  • Capacidade de abstração e realização de cálculos simples.

  • Linguagem e percepção visual-espacial.

  • Capacidade de seguir instruções básicas.


Diagnóstico Clínico Simples

Demência atestada pelo exame clínico e por testes padronizados, como o mini-mental.

  • Déficit em duas ou mais áreas cognitivas (memória, linguagem, raciocínio, concentração, juízo, pensamento, etc.).

  • Piora progressiva dos déficits cognitivos.

  • Início após 40 anos e antes dos 90 anos.

  • Ausência de outra doença neurológico ou sistêmica que cause déficits cognitivos.

Os critérios acima conseguem identificar corretamente a doença de Alzheimer em até 90% dos casos.



Alterações de humor ou personalidade

O humor e personalidade das pessoas com a doença de Alzheimer podem se alterar com facilidade. O paciente pode se sentir confuso, desconfiado, deprimido, com medo ou ansioso. Também é comum se chatear facilmente em casa, no trabalho, com amigos ou em locais onde eles estão fora de seu ambiente.


Agressividade e agitação

A agressividade em paciente com Alzheimer é muito mais frequentes nos estágios mais avançados da doença. A pessoa tende a ficar mais facilmente agitada, irritada e agressiva, frequentemente sem nenhuma razão aparente; fica descontrolada, amaldiçoa, grita, solta insultos e palavrões. Embora as agressões  sejam mais verbais que físicas, não são raros casos em que arremessa objetos e resiste a tratamento com empurrões e pancadas.


Não se sabe exatamente porque a causa desta agressividade. Pode ser um sintoma da doença em si, porém também pode ser uma reação a ações de outras pessoas com que convive ou mesmo de condições do ambiente em volta.

A agressão em Alzheimer pode irromper sem aviso, a qualquer momento. Pode não haver uma causa óbvia. Contudo, muitas vezes os motivos que a desencadeiam podem ser encontrados pela pessoa que cuida. Uma vez identificado o “gatilhos”, pode se reduzir o número e a intensidade destas explosões de agressividade,  trabalhando o nível de frustração do paciente.


Abaixo damos alguns  desses motivos disparadores mais comuns:

  • Desconforto causado pela falta de sono, efeitos colaterais de medicamentos ou dores que a pessoa não é capaz de descrever.

  • O ambiente no entorno, muito barulhento, muitas pessoas agitadas em volta  ou desordem.

  • Confusão causada ao ser questionado com muitas perguntas ao mesmo tempo ou pela tentativa de entender instruções complexas do ponto de vista dela) ou por perceber o estresse do cuidador.


Dicas para reduzir a agressividade

Uma vez  identificado o motivo disparador da agressividade, deve-se adotar alguns  passos que previnem sua ocorrência, através da redução de estados de confusão e agitação Tente as seguintes sugestões:

  1. Antecipe-se a situações em que o paciente pode estar desconfortável, superexcitado ou confuso;

  2. Evite fazer muitas perguntas ao mesmo tempo;

  3. Evite dar instruções excessivamente complicadas;

  4. Não use frases negativas e não fale de assuntos negativos;

  5. Reduza ruídos, movimentos frenéticos e a desordem no ambiente;

  6. Não contra argumente, pois o idoso com Alzheimer vê a realidade de um modo diferente do seu. Em lugar de desafiar esta realidade, sente-se ao lado e o escute. Faça perguntas sobre o assunto.

  7. Dê foco no passado, pois a memória imediata, de curto prazo, está afetada pela demência. É muito mais fácil, menos estressante e mesmo, mais prazeroso para ele, lembrar-se de momentos vividos em passado mais distante do que se esforçar para lembrar o que viu na TV na noite anterior.

  8. Ajude a memória dando-lhe pistas. À medida que a doença progride, lembrar o que fazer e como fazer as atividades diárias como pentear os cabelos ou se vestir se tornam muito difíceis. Lembretes colocados em locais estratégicos podem ajudar a prevenir frustrações.


Estresse do cuidador e a agressividade do paciente

Definitivamente não é uma tarefa fácil cuidar de pessoas com Alzheimer. A carga de trabalho quem convive com um idoso com a doença, 24 horas por dia,  tem um preço alto. No caso do cuidador familiar, some-se a isso a frustração e a tristeza de presenciar a deterioração de um ente querido. Não é surpresa que muitos cuidadores que assumiram tal função se sentem isolados e deprimidos.  Deixando-os sem tratamento, estes sentimentos levam a comportamentos intolerantes e, por vezes agressivo, com o idoso acometido por Alzheimer, chegando mesmo a insultos e lesões físicas.

Se você, cuidador familiar, que foi designado a este, digamos, sacrifício, procure ajuda para você também quando sentir sinais de depressão, ansiedade, insônia, exaustão e irritabilidade. Lembre-se: cuidar de sua saúde permitirá cuidar melhor da pessoa com Alzheimer.

Sundowning, síndrome do por do sol ou do entardecer

Pessoas com Alzheimer ou outras demências frequentemente sofrem de algo chamado “sundowning”, que do inglês, poderia ser traduzido como “pôr do sol”. Este termo é usado para descrever um início acelerado de agitação e confusão que ocorre no fim da tarde ou início da noite.

Leia mais: Sundowning


Tratamento do Mal de Alzheimer

Cuidados Básicos

Uma questão importante para familiares ou cuidadores de pacientes com Alzheimer é mantê-lo afastado de atos e situações inseguras. Como muitas pessoas com demência não percebem que o seu funcionamento mental está afetado, eles tentam manter suas rotinas diárias. Situações triviais para a maioria de nós podem ser muito perigosas para pacientes com mal de Alzheimer, como, por exemplo, dirigir automóveis, cozinhar, andar sozinho pela rua ou ir à praia sozinho.


As quedas são muito comuns, por isso a casa deve ser preparada de forma a não criar “armadilhas” para o paciente, como fios pelo chão, irregularidades no piso, piso escorregadio, excesso de móveis pelo caminho, etc.


Cigarro e álcool devem ser evitados. Atividades físicas supervisionadas devem ser encorajadas.


Remédios para o Mal de Alzheimer

Embora o conhecimento sobre a doença de Alzheimer ainda esteja evoluindo, não há atualmente nenhuma cura para o mal. Há, todavia, algumas medicações que podem ajudar a amenizar alguns dos sintomas da doença de Alzheimer.


Medicamentos como a Donepezila, Rivastigmina e a Galantamina são chamados drogas inibidoras da colinesterase e funcionam ao aumentar os níveis de um neurotransmissor chamado acetilcolina, que ajuda na comunicação entre os neurônios. Infelizmente, nem todos os pacientes apresentam alguma melhora com estes medicamentos.


A memantina é um medicamento diferente dos inibidores da colinesterase. Esta droga e mais eficaz e pode proteger o cérebro dos danos causados pelo Alzheimer, retardando a progressão dos sintomas da doença. É, por vezes, usada em combinação com um inibidor da colinesterase para otimizar os seus efeitos.


A última novidade é o adesivo, chamado de Exelon Patch, é vendido com prescrição médica e deve ser aplicado uma vez ao dia em qualquer parte do corpo. O medicamento substitui os dois comprimidos diários do método tradicional de tratamento.

Segundo estimativa da Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer), 50% dos portadores de Alzheimer no Brasil, adotaram o adesivo como tratamento para a doença.

A vantagem é que ele reduz os efeitos colaterais gastrointestinais comuns às terapias orais, como náuseas e vômitos, que muitas vezes são causados pela ingestão de uma grande quantidade de comprimidos.


É importante ter expectativas realistas sobre os potenciais benefícios destes medicamentos. Nenhum desses remédios cura a doença de Alzheimer ou impede definitivamente o seu avanço. Quando os medicamentos funcionam, o seu grande mérito é conseguir atrasar o curso da doença, prolongando a qualidade de vida e as capacidades cognitivas do paciente. Porém, cedo ou tarde, a doença irá causar demência grave ao paciente.

Atividades Físicas em portadores de Alzheimer

Além dos benefícios da atividade física para o aumento da qualidade de vida dos portadores do Alzheimer, a ciência tem comprovado que a prática regular de exercícios físicos monitorados em pessoas saudáveis pode também prevenir a doença, pois estimula o hipocampo, estrutura cerebral responsável pela memória, dessa forma, exercícios físicos regulares podem manter a doença de Alzheimer afastada mesmo naqueles cujos genes os colocam na zona de risco para a demência.


A atividade física deve estimular o paciente, trazendo benefícios no sentido de facilitar a redescoberta do esquema corporal, preservar as capacidades funcionais remanescentes durante o máximo de tempo possível, melhorar o aspecto moral e a confiança, restituir a auto-estima e consequentemente, ajudar a manter qualidade de vida.

Algumas medidas simples como exercício físico e uma dieta alimentar com baixa ingestão calórica são capazes de retardar o aparecimento de sintomas da doença, sua progressão e de certa forma até mesmo evitá-las. A dieta adequada também demonstra efeitos protetores sobre o sistema nervoso central. Uma dieta de baixa caloria pode aumentar a resistência dos neurônios a disfunção e morte.


Diante disso fica claro que a prática de exercícios físicos é algo de extrema importância para se ter uma saúde em dia.


Alimentação para portadores de Alzheimer

A dieta MIND é uma combinação de duas dietas muito conhecidas no âmbito da saúde: a Mediterrânea e a dieta Dash, MIND inclusive é a sigla em inglês para Intervenção Mediterrânea-DASH para Atrasos Neurodegenerativos.


Recente pesquisa desenvolvida por estudiosos norte-americanos e publicada no periódico Alzheimer’s & Dementia comprovou que seguidores da dieta MIND apresentam 53% menos chance de desenvolver Alzheimer do que indivíduos que não a seguem. Pessoas que seguiram a dieta apenas parcialmente também tiveram menor probabilidade de desenvolvimento da doença (35% menos chance), segundo o estudo.

Além de diminuir o risco de aparecimento de Alzheimer, a dieta também traz benefícios ao coração, previne a diabetes e reduz a pressão arterial. A seguir você pode entender como ela funciona e quais alimentos compõe a dieta MIND.


Baseada numa alimentação saudável, a dieta MIND inclui fontes de carboidratos, gorduras boas, proteínas, vitaminas, minerais e fibras.

Para obter todos os benefícios da dieta, é preciso seguir um cardápio diário.


Alimentos que devem ser consumidos são:

  • Vegetais de folhas verdes

  • Legumes

  • Castanhas e nozes

  • Frutas vermelhas

  • Grãos e cereais integrais

  • Peixes

  • Aves

  • Azeite

  • Vinho tinto

Alimentos que devem ser evitados são:

  • Carne vermelha

  • Manteiga, margarina e queijos

  • Bolos e doces

  • Frituras

  • Fast-food

O vinho deve ser ingerido com moderação (de uma a duas taças por dia). Embora apresente em sua composição o resveratrol, importante antioxidante, por conter álcool em doses elevadas pode ser deletério.


Entenda um pouco mais sobre essa doença


Reação de uma idosa com Alzheimer ao se ver no espelho, infelizmente ela não se reconhece mais diante do espelho, mas assim mesmo conseguimos ver a doçura que existe dentro dessas pessoas, que precisam ser cuidadas com muito amor.


Dica de 12 filmes sobre Alzheimer para se emocionar e se informar





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