Desaparecimento de Idosos

Atualizado: 26 de Mai de 2018

É mais comum do que se imagina, e o que fazer quando ele não volta para casa?

O setor especializado em procurar pessoas desaparecidas da Polícia Civil registra em média 80 casos por mês de pessoas com mais de 65 anos que saem e não voltam mais pra casa. Um drama quase insuportável pra quem passa ou já passou por essa situação.


O principal motivo é a desorientação decorrente de doenças como o Alzheimer, doença neuro-degenerativa que acomete as capacidades cognitiva do paciente, ou lapsos de memória característicos da idade avançada.

Assim, se os familiares notarem que a pessoa vem apresentando esquecimentos frequentes ou dificuldade de memória, como esquecimento de nomes, lugares ou situações é preciso evitar deixá-la sair desacompanhada, aconselha a delegada Ana Lúcia Lopes Miranda, da 4 ª delegacia.


Muitas vezes a pessoa não admite que está perdendo a capacidade cognitiva e se incomoda com os cuidados dos familiares. Ela cita o exemplo de uma senhora que, apesar da idade avançada, ainda dirigia o seu automóvel.


Os familiares insistiam para que ela deixasse de dirigir o automóvel. Um dia ela saiu com o veículo e demorou para regressar. Os parentes registraram o seu desaparecimento na delegacia e ela foi encontrada 24 horas depois com o carro estacionado em umas das rodovias marginais da cidade, que são as mais movimentadas de São Paulo. Ela apresentava um quadro de bastante desorientação, sem saber quem era e o que havia lhe acontecido.


Em casos de lapsos de memória é comum os idosos serem encaminhados aos hospitais, que comunicam a delegacia do desaparecimento. Foi o que aconteceu nessa ocasião. De lá, uma assistente social entrou em contato para comunicar que a mulher havia sido encontrada.


A delegacia também registrou um caso de desaparecimento não solucionado, envolvendo uma senhora de idade que sumiu durante uma visita à Aparecida, cidade que é famosa no país inteiro por receber constantemente milhares de fiéis católicos. Ela estava acompanhada do marido e o deixou sozinho por uns instantes para comprar uma mercadoria em uma loja de lembranças. Como demorava para voltar, o marido foi procurá-la, mas não conseguiu mais encontrá-la.


Assim como as crianças pequenas, é preciso tomar cuidado com os mais velhos em locais de grande movimentação, como shoppings centers, hipermercados e outros estabelecimentos de maior porte.

Uma situação bastante comum, mais relacionada a problemas que envolvem a integridade física das pessoas mais velhas, ocorre com idosos que costumam ir sozinhos aos bancos para receber benefícios de pensão e aposentadoria. É o perfil mais visado pelos criminosos para assaltos ou sequestros relâmpagos.


Veja a seguir alguns conselhos de Ana Lúcia Lopes Miranda, da 4ª Delegacia de Pessoas Desaparecidas:

  • Fique atenta ao comportamento da pessoa idosa. Evite deixá-la sair sozinha se ela apresentar sintomas de esquecimento e perda de memória.

  • Insista para que ela leve consigo sempre um documento e que conste da carteira um papel com o nome completo da pessoa e o número de telefone para contato.

  • Por problemas de segurança, não é aconselhável constar o endereço.

  • Lembre-se que a pessoa pode perder ou ter a carteira furtada. Nesse caso, pense em mandar fazer uma pulseira com o nome da pessoa e telefone para contato.

  • Cuidado quando for utilizar o transporte público, principalmente o metrô, em razão das portas automáticas, que podem fechar antes de o idoso entrar na composição.

  • Redobre a atenção em ruas ou locais de grande aglomeração de pessoas.


Tentei achar algum serviço que ajudasse nesse caso, uma solução é o rastreamento pessoal por satélite.


É uma ferramenta ideal para a família usar no rastreamento de seus idosos, saber do seu paradeiro sem restringir sua rotina diária. Dá à família o alívio de saber se seu familiar está seguro, dando ao idoso o conforto de ter ajuda sempre ao seu alcance quando necessário.


O monitoramento significa ter a capacidade de localizar um membro da família a qualquer hora, o que se revela muito útil, especialmente para o acompanhamento de idosos com Alzheimer ou demência.


Quais situações podem ser socorridas pelo monitoramento?


Sequestros

O aparelho localiza a vítima em um curto espaço de tempo e comunica aos familiares e a polícia.


Assaltos

O usuário aciona o botão para pedir ajuda, ou caso o aparelho seja roubado a empresa pode localizar o assaltante.


Problemas de saúde

Acionando o botão do pânico a empresa entra em contato com o usuário, com um familiar e solicita ambulância em casos mais graves.


Quedas

O próprio aparelho detecta quedas automaticamente e aciona o alarme na central de monitoramento.


Não saber onde está

Esse caso é mais específico para usuários que tenham Alzheimer, caso ele esteja perdido ele aciona o botão e entra em contato com a central.


• Esta solução de monitoramento é um sistema de rastreamento que utiliza o SPOT Satellite Mensenger, um rastreador com comunicação 100% via satélite. Funciona em qualquer lugar do mundo, o tempo inteiro. Um sistema completo, ideal para viajantes, praticantes de esportes ao ar livre e pessoas que trabalham em áreas remotas sem sinal celular. Ou seja, para lugares que não tenha sinal de celular.


Coloquei o link de algumas empresas, mas tem várias outras opções

Open Sat

Life Link

Multi Tracker

Tecno Senior


No Japão (aqui não existe, pelo menos não achei)

Uma empresa japonesa criou sapatos com GPS especialmente planejados para ajudar a localizar idosos com demência, que são capazes de se perder e não conseguir voltar para suas residências.


Os sapatos chamados "GPS Dokodemo Shoes" possuem um localizador instalado no interior do pé esquerdo e permitem mostrar a posição do usuário em dispositivos como smartphones e computadores após inserir o número de identificação do terminal e uma senha.


"Temos experiência na busca de doentes com demência perdidos, e sabemos que este tipo de pessoas não utilizam telefones celulares e nem relógios, e sim sapatos. Por isso decidimos criar sapatos com sistema de localização GPS", explicou à Agência Efe, criadora do calçado.


O localizador é associado a um dispositivo para o qual envia notificações quando o idoso se afasta mais de 50, 100 ou 500 metros de casa, dependendo do número programado, explicou a empresa. O sistema também mostra a posição do usuário em um mapa para que seja mais fácil iniciar sua procura, entre outras funções.


Os sapatos custam 35 mil ienes (R$ 1 mil) e estão disponíveis apenas no Japão, país em que praticamente 25% da população supera os 65 anos.


"O mercado doméstico é muito importante para nós, no entanto, no futuro nos interessaria abrir em outros mercados nos quais a população envelhecerá rapidamente nos próximos anos", indicou a companhia.


A demência é uma síndrome que implica a deterioração da memória, do intelecto, do comportamento e da capacidade para realizar atividades da vida cotidiana.


Cerca de 47,5 milhões de pessoas sofrem de demência no mundo, e a cada ano são registrados 7,7 milhões de novos casos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).


Esse produto foi criado em 2015 no Japão e até agora não chegou no Brasil, será que estamos realmente preparados para o mercado Sênior? As empresas olham para nossos idosos? Se preocupam realmente com as necessidades que eles precisam? Ainda estamos muito despreparados, infelizmente :(



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