Conheça as Principais Doenças da Terceira Idade

Atualizado: 16 de Mai de 2018

Três em cada quatro idosos possuem ao menos uma doença crônica no Brasil.

A expectativa de vida das pessoas tem aumentado muito no decorrer dos últimos anos. Com isso há uma maior probabilidade do aparecimento de determinadas doenças. Vale ressaltar que, algumas doenças da terceira idade, degenerativas ou não, impactam muito a vida não somente do idoso, mas também de todos aqueles que estão ao seu redor, principalmente seus familiares.

Segundo pesquisas, há uma tendência do número de pessoas com mais de 60 anos dobrar até 2050. E doenças nesta idade devem ser detectadas logo no início. Fazer o tratamento adequado como também sua prevenção, será proporcionada à terceira idade uma qualidade de vida muito melhor.

Dados do IBGE indicam que três entre quatro idosos no Brasil são afetados por algum tipo de doença. Algumas são bastante comuns, como por exemplo, o diabete e a perda de audição.



Principais Doenças da Terceira Idade:


Demência (Mal de Alzheimer)

O Mal de Alzheimer representa a forma a mais frequente em pessoas da terceira idade.

É uma doença progressiva que destrói a memória e outras funções mentais importantes.

As conexões das células cerebrais e as próprias células se degeneram e morrem, eventualmente destruindo a memória e outras funções mentais importantes.

Perda de memória e confusão são os principais sintomas.

Não existe cura, mas os medicamentos e as estratégias de controle podem melhorar os sintomas temporariamente.


Mal de Parkinson

O Mal de Parkinson atinge o sistema nervoso e vai destruindo lentamente os neurônios do cérebro ligado ao movimento. É considerada uma doença crônica que evolui ao longo dos anos.

É uma das doenças da terceira idade que deve ser diagnosticada o mais rápido possível. Fique de olho no aparecimento dos primeiros sintomas, como por exemplo, tremores e movimentos imprecisos. Assim, pode se dar início ao tratamento e minimizar suas sequelas.


Catarata

É um problema de visão bem comum que acomete muitos idosos, podendo aparecer a partir dos 65 anos, sendo uma das mais comuns doenças da terceira idade.

É caracterizada quando o cristalino, uma parte do olho, com o tempo torna-se mais e mais opaco, provocando uma visão turva, embaçada e há uma falta de percepção nítida das cores.

O tratamento é cirúrgico e considerado bem simples.


Degeneração Macular Relacionada à Idade (AMD)

Esta doença degenerativa da retina é crônica e representa a primeira causa de cegueira em pessoas acima dos cinquenta anos.

Apesar da visão periférica se manter intacta, como há a deterioração da mácula do olho. Isso faz com o que o paciente não enxergue o centro da visão.

O tabagismo, o histórico familiar, e pessoas com cor branca, são considerados fatores de maior risco.

Mas, se evitar o cigarro, manter uma dieta balanceada e praticar exercícios físicos podem ajudar na prevenção da AMD.


Osteoporose

É uma doença que se caracteriza por uma fragilidade dos ossos decorrentes de uma diminuição da densidade do osso. Com o avanço da idade, se torna uma das doenças da terceira idade mais comuns.

É muito frequente em mulheres acima dos 65 anos. Por isso, recomenda-se um exame, densitometria óssea, a fim de avaliar essa questão.

Como há uma degeneração do tecido ósseo, existe um risco maior de fratura, mais especificamente do colo do fêmur, dos punhos e da coluna vertebral.

Alguns fatores podem favorecer a osteoporose. Por exemplo, a falta de atividade física, carência de vitamina D, cálcio e proteínas, o tabagismo e o álcool. Muitos pacientes são vítimas de fraturas, dores e perda de autonomia.


Osteoartrite

É uma doença onde a artrite é a forma mais comum de manifestação. É muito comum na terceira idade e resume-se na deterioração da cartilagem, que recobre a extremidade dos ossos ao nível das articulações. Dependendo do caso, pode provocar o desaparecimento total da cartilagem.

Ainda não existe cura para a osteoartrite. Muitas vezes, pode vir acompanhada de muitas dores, as quais são tratadas com o uso de anti-inflamatórios. Em busca de uma melhor qualidade de vida, recomenda-se atividade física, perda de peso e fisioterapia.


Doença Cardiovascular

As doenças cardiovasculares são as causadoras de mais mortes em pacientes da terceira idade e isso em todo o mundo. Cerca de 80% de mortes estão ligadas às cardiopatias coronarianas. Ou seja, quando há uma obstrução das artérias do coração, ocasionando ataques cardíacos.

Podemos dizer que as doenças cardiovasculares se originam do mal funcionamento do coração e dos vasos sanguíneos.

O próprio envelhecimento natural do corpo provoca o endurecimento das artérias, ocasionando uma elevação da pressão. Pode-se dizer que o tabagismo, o sedentarismo e a obesidade são fatores de risco.


Doença Cerebrovascular (AVC)

O AVC, acidente vascular cerebral, ocorre quando um vaso sanguíneo no cérebro é obstruído, e o sangue não consegue fluir para o cérebro. Como há a falta de oxigenação das células, isso pode ter consequências muito graves.

O AVC pode ser isquêmico, quando há uma obstrução de um vaso sanguíneo, e o hemorrágico, quando uma ruptura de um vaso causa uma hemorragia no cérebro. Dependendo do caso e da extensão do bloqueio ou ruptura, pode trazer sequelas

muito sérias, inclusive a morte.


Hipertensão Arterial

Vale lembrar que, a pressão arterial nada mais é do que a força que o sangue exerce sobre as artérias. Geralmente, a pressão arterial aumenta com a idade e essa elevação pode ter sérias consequências nos rins, no coração e nos vasos sanguíneos.

Estima-se que cerca de 35% da população brasileira tenha pressão alta. A hipertensão é responsável por 80% dos casos de derrame e 60% dos ataques cardíacos.


“Tão importante quanto identificar as doenças e medicá-las [doenças crônicas], é entender o quadro geral do idoso enfermo, de forma que o tratamento de uma enfermidade não impacte negativamente na outra”.

Quanto antes é feito o diagnóstico, mais efetivo é o tratamento. Com o avanço das doenças, pode-se optar por medidas paliativas, com o objetivo de conferir uma melhor qualidade de vida aos idosos, respeitando suas limitações e proporcionando maior conforto, à medida que a enfermidade avança, o acompanhamento com o geriatra é importante desde o início dos primeiros sintomas.

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